SENTENÇAS DE VIDA E MORTE!
"Quem não vive para servir, não serve para viver..."
Padre Ramos - Portugal
"Hoje é um belo dia para morrer!...".
Assim falou resignadamente um condenado à morte
Instante antes de ser executado por injeção letal,
Numa cadeia americana...
Mas será que todo dia é dia de morrer sentenciado?
Bem, com calma, discorrerei sobre dois tipos de sentenças:
Sentenças de vida e sentenças de morte.
Logo de prima, lhes falarei sobre dois tipos de sentenças de vida:
De um lado
, temos a sentença de vida do conhecimento:
O mundo, o saber do mundo, a ordem neste mundo,
O conceito de família, da sociedade, da cultura e da moral,
Da hierarquia dos ideais,
Mudam sempre na história da humanidade.
Mas no fundo o que não muda nunca
É o destino de Caím no homem.
Os corações dos poderosos, na maioria das vezes,
São levados inconscientemente
Pelas pulsões de suas maldades e injustiças.
Não realizam escolhas de fato, estabelecendo um padrão:
Com a gente é assim, com a gente é sempre desse jeito.
D’outro lado, temos a sentença de vida do sentimento:
Os corações dos poderosos
Vencem os aspectos das compulsões.
Conseguem estabelecer os significados de suas vidas
E escolhem livremente os caminhos que o levarão
A atingir as suas metas:
Dizimar diariamente o sonho dos justos.
Sendo assim, esse sonho cruel,
Coloca-se de forma adulta
Diante das situações de agressão
Aos corações dos pequeninos.
Dessa maneira, diante do inacreditável,
Eles buscam as soluções de seus problemas
E viabilizam a implantação de suas escolhas,
Sempre baseadas na autoflagelação dos corações alheios.
Agora, lhes falarei sobre dois tipos de sentença de morte:
De um lado
, temos a sentença de morte da felicidade:
O provimento da felicidade humana aumenta muito,
Na medida em que as pessoas, mas delicadas...
Ficam em liberdade irrestritas para se dedicarem às tarefas
Adequadas a variadas disposições humanas...
E o delicado aspecto do viver deduz que a lei da vida
Que auxilia os famintos tende a destruir a harmonia
E a beleza, a simetria e a ordem do sistema perfeito...
Que Deus e a natureza estabeleceram para o mundo.
Não me cabe duvidar que, se a "justiça humana",
Tivesse se defrontado como o dilema da criação:
Por conta de quê deveríamos ser autores de nosso próprio destino
Ou por medida de quê deveríamos nos contentar
Com sermos os profetas desse destino?
E por qual carga d’água ela teria decidido ser a autora
E não meramente o espetáculo.
D’outro lado
, temos a sentença de morte da razão:
A razão não pode desempenhar papel algum
Na criação de um mundo mais razoável.
Se um agitador social ou revolucionário acredita
Que sua inspiração é o ódio à injustiça
E o amor à justiça, então ele é em grande parte,
Vítima da ilusão,
Como qualquer outra pessoa, por exemplo,
Os apologistas da velha ordem.
Dessa forma,
Se o homem e seus objetivos são num certo sentido,
Produto da sociedade é bem verdade.
Mas também é verdade
Que a sociedade é produto do homem
E de seus objetivos e que pode sê-lo ainda em maior medida.
Existe uma tendência cada vez mais forte no sentido
De tornar conscientes os fatores pelos quais temos sido
Governados inconscientemente até agora...
Aqueles que temem que nosso conhecimento cada vez maior
Dos fatores determinantes de livre-arbítrio
Possa paralisar nossas decisões
E ameaçar a liberdade de pensamento - podem ficar descansados.
Só é verdadeiramente determinado àquele que não conhece os fatores
Determinantes mais essenciais, mas age de forma imediata;
Sob a pressão de determinações que crê, até então, desconhecidas.
A liberdade é o reconhecimento da necessidade.
Não sendo assim, as infelicidades e as incertezas,
Tornam-se sentenças de vida e morte!
Por Benny Franklin