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2/9/2009

ATÉ SEMPRE...

 
 

Até já 

Ano novo, vida nova!
Este espaço entra em pausa, sem prazos nem promessas.

Tudo tem um tempo. Até as paragens.
Obrigado a todos, os que passaram por este local.

Vemo-nos por aí...
 
Até sempre!...
 
 
Pe. Ramos
1/10/2008

HOMENAGEM DE G.B.

QUERIDO PADRE RAMOS!...


http://pe-ramos.spaces.live.com

SEMPRE  TÃO OCUPADO!

MAS SEMPRE PRESENTE NA MINHA VIDA.

 ENVIA-ME NOTÍCIAS, MANDA  SEMPRE UMA MENSAGEM…

ÉS UM AMIGO QUERIDO. PEÇO SEMPRE A DEUS

 QUE NUNCA, VOCÊ PADRE RAMOS, ME FALTE.

SEM DESMERECER NINGUÉM,

MAS PADRE  RAMOS É O  MAIS FIEL DOS AMIGOS.

SERÁ SEMPRE

FELIZ QUEM TIVER  PADRE RAMOS EM SUA VIDA.

UM ANJO LÁ EM PORTUGAL.

QUE DEUS TE ABENCOE PADRE RAMOS.

QUE VOCÊ VIVA MUITOS  ANOS,

PORQUE TEM MUITA GENTE QUE  PRECISA DE Si.

PADRE RAMOS

PODE TER CERTEZA QUE AQUI NO BRASIL,

NUM ESTADO  BEM LONGE,  

ACRE,

MORA  ALGUÉM QUE AMA MUITO VOCÊ. JINHO NA ALMA

EU G.B .

 

 

OBRIGADA ESTIMADA AMIGA G.B. PELA SUA BONITA E SIMPLES HOMENAGEM!...

RECONHEÇO QUE, NÃO SOU MERECEDOR DE TANTA ESTIMA E DE PALVRAS TÃO ADJECTIVADAS.

CREIA PORÉM QUE, MESMO AUSENTE NESTE ESPAÇO,

VOCÊ E TODOS OS MEUS AMIGOS ESTÃO SEMPRE MUITO PRESENTES EM MIM

PORQUE ESTÃO BEM DENTRO DA MINHA LEMBRANÇA E DO MEU CORAÇÃO.

LEMBRO E REZO DIÁRIAMENTE A DEUS POR VOÇÊS.

QUE ELE A TODOS DÊ A GRAÇA DE SEREM FELIZES NA TERRA E QUE UM DIA,

A TODOS POSSA RECEBER NA SUA ETERNA MORADA

PELO MUITO, DE BOM, QUE SOUBERAM SEMEAR NO MEIO DOS HOMENS.

OBRIGADA G.B.

LHE AGRADEÇO DO FUNDO DE MEU CORAÇÃO.

SÃO GESTOS, COMO ESTE, QUE MESMO SIMPLES

DIZEM MUITO, DENTRO DE NÓS.

QUE DEUS A AJUDE NA SUA VIDA E LHE DÊ MUITA SAÚDE, ALEGRIA,

PAZ E AMOR!... HOJE E SEMPRE SEJA SEMPRE FELIZ G.B. 

 

O Amigo: Pe. Ramos

9/10/2007

MINHA MÃE!...

RETRATO DE MÃE 

 
Uma simples mulher existe que,
Pela imensidão do seu amor, tem um pouco de Deus;
Pela constância de sua dedicação, tem muito de Anjo;

 
Ainda como  moça, pensa como uma anciã;
Sendo velha, age com todo vigor da juventude;
Quando ignorante, melhor que qualquer sábio
Desvenda os segredos da vida;

 
Quando sábia, assume a simplicidade dos humildes;
Pobre, sabe enriquecer-se
Para que seu coração não sangre
ferido pelos ingratos...

 
Forte, estremece ao choro de uma criancinha;
Fraca, entretanto, se alteia com a bravura dos leões;

 
Viva, não lhe sabemos dar o valor que merece,
Porque à sua sombra todas as dores se apagam;
Morta, tudo o que somos e tudo o que temos
Daríamos para vê-la de novo e abraçá-la.

 
E essa mulher  tão grandiosa,
É responsável pela minha existência;
Ela é a minha Mãe.

     

7/3/2007

UM SACERDOTE...

UM SACERDOTE...
 
  "Um sacerdote foi chamado para orar por um homem muito doente. Quando o sacerdote entrou no quarto, encontrou o pobre homem na cama com a cabeça apoiada num par de almofadas. Havia uma cadeira ao lado da cama, facto que levou o sacerdote a pensar que o homem estava a aguardar pela sua chegada:  - Suponho que estava à minha espera... disse o sacerdote. - Não quem é você? Perguntou o doente. - Sou o sacerdote que sua filha chamou para orar por você; quando entrei e vi a cadeira vazia ao lado da sua cama, imaginei que você soubesse que eu viria visitá-lo. -Ah sim, a cadeira! Por favor entre e feche a porta. Então o homem doente e agonizante disse ao Sacerdote: - Nunca contei a ninguém, mas passei toda a minha vida sem ter aprendido a rezar. Não sabia como se deve rezar e nunca dei muita importância à oração pois pensava que Deus estava muito distante de mim. Assim sendo, por muito tempo abandonei por completo a ideia de falar com Deus, até que um amigo me disse: "José, rezar é muito simples. Rezar é conversar com Jesus e isto eu sugiro que você nunca deixe de o fazer... Você senta-se numa cadeira e coloca outra cadeira vazia na sua frente, em seguida com muita fé você imagina que Jesus está sentado ali, bem diante de si. Afinal o próprio Jesus o disse: "Eu estarei sempre no meio de vós..." Portanto você pode falar com Ele e escutá-Lo da mesma maneira como estás a fazer agora comigo.  - Assim eu procedi e adaptei-me à ideia.  Desde então tenho conversado com Jesus durante umas duas horas diárias. Tenho sempre muito cuidado para que a minha filha não me veja... pois me internaria num manicómio imediatamente. O sacerdote sentiu uma emoção ao ouvir aquilo e disse a José que era muito bom o que vinha fazendo e que não deixasse nunca de o fazer. Em seguida rezou com ele e foi-se embora. Dois dias depois, a filha de José comunicou ao sacerdote que seu pai havia falecido. O sacerdote então perguntou: - Ele faleceu em paz? - Sim, quando eu estava para sair, ele chamou-me ao seu quarto. Ele disse que me amava muito e deu-me um beijo. Quando voltei das compras, uma hora mais tarde, já o encontrei morto. Porém, há algo de estranho em relação à sua morte, pois aparentemente, antes de morrer, chegou-se perto da cadeira que estava ao lado da cama e encostou nela a sua cabeça. Foi assim que o encontrei. Por que será isto? Perguntou a filha. O sacerdote profundamente emocionado, enxugou as lágrimas e respondeu:  - Ele partiu nos braços do seu MELHOR AMIGO..." 
5/25/2007

A VIDA...

*´·.¸.·´* (¨´·.·´¨) * . * . * .
* .. *..(¨´·.·´¨). *´·.¸.·´* . * . * . *
..* ... *´·.¸.·´ * *. * . * . * ... * . *

A inteligência sem amor, faz-te perverso.
A justiça sem amor, faz-te implacável.
A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita.
O êxito sem amor, faz-te arrogante.
A riqueza sem amor, faz-te avarento.
A docilidade sem amor faz-te servo.
A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso.
A beleza sem amor, faz-te ridículo.
A autoridade sem amor, faz-te tirano.
O trabalho sem amor, faz-te escravo.
A simplicidade sem amor, deprecia-te.
A oração sem amor, faz-te introvertido.
A lei sem amor, escraviza-te.
A política sem amor, deixa-te egoísta.
A fé sem amor deixa-te fanático.
A cruz sem amor converte-se
em tortura.
A
vida sem amor... não tem sentido.

*´·.¸.·´* (¨´·.·´¨) * . * . * .
* .. *..(¨´·.·´¨). *´·.¸.·´* . * . * . *

..* ... *´·.¸.·´ * *. * . * . * ... * . *

12/7/2006

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

FELIZ NATAL! FELIZ ANO NOVO!

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O AMOR SERÁ SEMPRE A LEI

QUE REGERÁ A NOSSA ESPERANÇA!

 

Dedicado aos amigos de todos os dias e especialmente à Padre Ramos. Lamego, Portugal.

 

“Que este poema cubra como seu manto de solidariedade

Todas as pessoas sofridas de cá e de longes terras, sobretudo, aquelas pessoas solitárias;

Que, escondidas nos pântanos da vida, estão sempre a chorar.

Dedico-as do fundo d’alma”.

 

Feliz Natal!...

Feliz Ano Novo!...

 

Desde que não faltem alimentos nas mesas vizinhas!

Desde que não existam crianças vivendo na lama!

Desde que o perdão não seja a bola da vez!

Desde que pululem auroras sobre todas as vinhas!

 

Feliz Natal!...

Feliz Ano Novo!...

 

Desde que a mansidão dos fracos

Não se molde à petulância dos fortes! 

Desde que a ilusão dos ricos não se transforme

Em desesperança dos pobres!

Desde que o coração humano faça brilhar na terra

A luz que abolirá a iniqüidade!

Desde que o homem ideal

Não seja o super-homem irreal

De todos os ritos!

 

Feliz Natal!

Feliz Ano Novo!...

 

Desde que o grão da vida

Não se copule em amizade desdita!

Desde que as pessoas não se envergonhem

Das belas rosas do charco!

Desde que as orquídeas selvagens

Transcendam as flores da maldade!

Desde que o pão da vida

Não seja o pão da discórdia

Razão pelo qual

O homem ainda se roube

E se mate! 

 

Feliz Natal!...

Feliz Ano Novo!...

 

Desde que o sol de dezembro

Seja bem maior que todas as nossas tristezas!

Desde que o céu de Belém

Seja mais claro que todas as nossas incertezas!

Desde que a brancura da vida

Seja a coroa da nossa eterna humildade!

Desde que o amor da roseira

Seja bem maior que o amor em pedaços!

 

Feliz Natal!...

Feliz Ano Novo!...

 

...Feliz Mundo!... Feliz Tudo!...

...Feliz Amizade! ...Feliz Agora!...

...Salve a Vindoura Justiça!...

...Salve a Perfeita Liberdade!...

...Salve o Amor que nos une!...;

...Desde que a misericórdia divina

Possa nos presentear a eterna felicidade

Que ainda acreditamos existir!...;

...Porque de agora em diante

O AMOR SERÁ SEMPRE A LEI

QUE REGERÁ A NOSSA ESPERANÇA!...

 

Feliz Natal!...

Feliz Ano Novo!...

 

Por Benny Franklin

8/18/2006

PEDRA DE FERIR

PEDRA DE FERIR FIRMAMENTO!

(Por que razão existem as injustiças humanas?)

 A Padre Ramos e Bruno Monteiro pela luta em favor dos desamparados. Dedico.

 "Se todos os seus esforços forem vistos com indiferença, não desanime.

Porque também o sol, ao nascer, dá um espetáculo todo especial,

E no entanto a maioria da platéia continua dormindo..."

Fátima Domingos

 I

Pedra ruím rolou:

- já era tempo de rolar!...

 Nuvem negra fugiu:

- já era tempo de fugir!...

Lágrima talhada caiu:

- já era tempo de cair!...

Vergonha insana afundou:

- já era tempo de afundar!...

 Contentar-me-ia em ver

O homem arredar pedra do caminho,

Afugentar nuvem pesada do céu,

Sentir vergonha na cara,

Enxugar lágrima sentida.

Lobo mal rosnou:

- já era hora de rosnar!...

Chuva ácida desabou:

- já era hora de desabar!...

Sangue azul esquentou:

- já era hora de esquentar!...

Mãos tremidas se deram:

- já era hora de se dar!...

Contentar-me-ia em ver

O homem se unir ao lobo,

Aproveitar-se da chuva,

Ver o sangue lhe subir à cabeça,

Dar as mãos.

II

Por que razão meu Deus

Ainda não se revoltou o meu tempo?

Por que razões

Existem as injustiças humanas?

Ó tempo breve em que convivo hoje e agora,

Quando tu proferirás ao homem a rápida resposta que lhe falta?

Ir-se-á ainda mais longe,

Até o atrelamento das revoltas subumanas e espirituais?

Que haverias de responder

Senão que o sofrimento nos aplica

Uma ação justa e defende uma causa verdadeira?

Ressalto-vos agora que tais revoltas vividas

Continuamente supõem outras,

As quais são imprescindíveis levar em conta

O que o homem tem à sua volta.

Por que razão

Ainda não se revoltou o meu tempo?

Por que razões

Existem as humilhações humanas?

Ó tempo ácido cuja revolta não se acovarda

Debaixo de tapetes sujos da alma,

Quando tu desvendarás ao homem o segredo da vitória que lhe falta?

Ir-se-á ainda mais adiante,

Até a fomedez das sandices humanas e materiais?

Observar-se-á já que tais insubordinações vividas

Sempre supõem outras,

As quais são mister levar em conta

 O que o tempo tem à sua volta.

III

Meu único tempo, que vaga ao léu no presente,

Terá que fazer a vergonha e a injustiça se arrepender de produzir covardia;

Terá que fazer a coragem se desprender do mármore do fogo eterno.

Mas não teremos sido, a esse respeito,

Vitimas de uma ilusão?

A vida é feita de lembranças e fomes

- da ordem de milhares –

E lembranças mal-paridas não são suficientes para desvendar

Bulimias e desilusões expressivas na constância da fomedez humana.

Se buscarmos encontrar subsídios elucidativos

A cerca da coragem de gritar contra as injustiças diárias

Tratemos de buscar novas portas,

Pois estas portas que os canalhas de plantão e de mandato vencido

Nos apresentam como forma heróica e salvadora de revolta,

Morreram como sanguessuga há milhares de anos.

Decerto, um outro caminho se abrirá:

O real avivamento de revoltas pessoais.

Poder-se-ia também transformá-las em levantes diários e duradouros.

O que vale dizer que será entupido

 O rego entre insatisfação e força,

E que ambas disporá de uma base popular

Para a luta e a ação.

IV

Mas, guardadas as devidas proporções,

Não existe nada além de seres humanos revoltados,

Ligados uns aos outros por uma série ilimitada

De insatisfações sociais.

Não se afligiu então a vida o bastante?

Ou não seria isto, ao avesso,

Uma seqüela desta utopia analítica mais animal?

Dispensarmo-nos por ideologias vagas e voadoras,

Não constitui procurar acrescer subsídios numerosos e ilusórios

Para entendermos finalmente que muitas utopias são prejudiciais.

Diante desta conjuntura insuportável,

Onde o ser humano não enxerga um palmo à sua frente,

Não é de assustar que os grupos opostos reagissem

Cada um de acordo com seu caráter ideológico.

Alguns optam apreciarem revoltas pouco substanciais,

Onde a coragem é suficientemente densa.

Outros abrem o abanador;

Outros ainda buscam uma saída medianeira.

No entanto,

Sempre cioso de enfocar meu ponto de vista,

Contentar-me-ei em advertir

O perigo da formação de insignificantes revoltas:

A licitude de correlação de forças humanas,

Mesmo baseada

Numa obstinação de adesões superiores

Às forças contrárias.

O resto é o resto!

É pura bobagem, negrume da rosa, assombração;

É medo de ser livre para voar.

 

Por Benny Franklin

6/22/2006

DEUS - O VENCEDOR

O HOMEM – ESSE DESCONHECIDO!

(Nem humano, nem semideus)

A Padre Ramos e Adriana Costa. Dedico.

 

"Faço ranger os dedos sobre as teclas e sigo o rastro do sol, com a minha cauda de pavão, dragão, sei lá - só sei que nada me calará, nada me lançará ao abismo, nem me envenenará as intenções."

 Kika 

Blog Vida

 

I

Sim. Ele dissimulava possuir realeza e coração.

Seu reino era de barro; seu coração parecia vidro.

Seu olhar de cobra e tarântula derramava amor sobre todos do lugarejo,

Violentados por cobras e lagartos...

E os homens dotados de desamor e ruindade

Não a tinham reconhecido como potente anjo de Deus.

Sendo vulcão em erupção entrara de soslaio nos corações humanos.

Tornara-se um estranho no ninho,

Pois o poder de suas sábias palavras

Havia rompido a barreira do inferno humano.

Sim. Todos lhe tratavam com indiferença

A ele, não fazia diferença alguma em ter que beijar a prostituta,

Ou ter que morrer nos braços de seus algozes.

Inclusive, já tinha sido até convidado a se retirar de mala e cuia dessa cidadezinha

Perdida por entre os rochedos mais pontiagudos da terra...

Porém, quando teve que recorrer à força e ao poder de sua oratória,

Fez estremecer igrejas, hóstias e Sacristias.

Sim. Era um domingo à tarde,

Ninguém havia notado sua pacata presença no altar.

Também não era ligado às coisas da terra,

Mas notava-se que ele tinha franca intimidade com as coisas do céu!

Devido o vai-e-vem do rush urbano

Desandou a morrer de sono, frio e cansaço

No calcanhar da Matriz local. Ali ficava horas a fio!...

Sim. O Homem – Esse Desconhecido!

Aparentava ser um árvore forte - Ipê, talvez.

E porque homem constituído de terra e água,

Percebia-se seu coração estar travado de expectativa e esperança...;

Porquanto traído pelo velho amigo do peito,

Habituara-se a viver só, escondido e cabisbaixo.

II

Desde aquele primeiro calvário

Um grande cadeado de vento e orgasmo

(Prendido a seu sexo)

  O conservara a sete chaves ante o segredo do universo...;

E o seu universo pessoal estava em franca ebulição.

Seu pecado pesava mais que a dor de sua fome.

Mas agora, despertado de vida e luta,

Iniciou caminhar sem rumo e sem expectativa definida,

Vez que sua bússola de gente e alma o mantinha agonizante,

Mal informado e intolerante:

Julgavam-no ser a parte pior dos espécimes animalescas,

 Pois sempre se mostrou ser um homem justo.

Sofreu a dor dos justos.

Havia tempo que a falta de escrúpulo do novo homem

Demovera sua imediata arrancada da terra,

Preferira ficar aqui e salvá-lo através da palavra.

Frente ao poderosos

 Tornara-se um Homem - Esse Desconhecido!

E era um homem bom!

Porque desprezado por todas as nações, prometeu salvar o planeta,

Teimando remover o ódio milenar

Que ainda hoje impera sobre todas as nações desumanas.

Como ator, anjo do céu, participaria da farra do boi.

Embora sendo tenebrosa a dor do martírio nada lhe metia medo.

Momento após momento mostrava-se forte.

Era um gigante de dois metros.

Prometera a si próprio que nunca fraquejaria ante o caminhar sob sol.

E o sol estava a pino...

III

Que o sol não brilharia para todos, disso ele sabia.

Preparado para a entrar na farra, seu corpo carecia afago.

Sob o peito repleto de estrelas a vida ruminava sua fome.

Sim. O mundo com seus pecados e vícios não se habitava só;

Pois que ainda restara esse homem e a sua coragem.

E o seu universo paralelo estava em evolução...

Tornara-se homem com todos os seus vícios, um homem!

Sua língua afiada lambia como sentia o espocar das feridas da vida.

Seus dedos fediam fome, nicotina e suor.

Seus lábios trêmulos de fome e mulher

Era só emoção e lembrança.

Sim. Um dia esse homem possuiu riquezas materiais e celestiais;

Um dia o poder do universo havia lhe pertencido.

Encarnara ser homem dotado de todos os sofrimentos.

Por isso, de seus dilatados olhos azuis

Porque multifacetados de angustia e tormento,

Decaíam lágrimas de iodo e cachaça.

Suas enormes pernas bambas toleram a canseira,

Mas seu coração não aceita a falta de amor do homem.

Seus sonhos e os seus ressentimentos

Buscam incessantemente o colo da liberdade.

 Sim. Eu vi. Aquele homem era somente um homem,

E caminhava sob o sol resistindo de estômago a estômago,

Sem fortuna, sem pátria.

Suas visões de vida não estavam somente embaçadas de frio e desejo;

Senão de agonia e malquerer.

IV

 A noite estava profunda.

No céu a lua espraiara sob a terra suas luzes de prata e preguiça.

Sob o orvalho crepuscular daquele lugarejo perdido

Uma Mercedez-Benz preta deslizava sua soberba

Sobre o negrume do asfalto.

Chegara a nona hora do povo

E o povo estava agasalhado de poder

E poder estava repleto de ódio.

Chegara a vez dos homens e dor reluzia a favor da covardia;

Uma vez que a decisão dos ímpios estava tomada:

- Morte ao Homem – Esse Desconhecido!

Lá fora, movido pela falta de escrúpulos

Alguns viventes da terra de meu Deus,

Festejavam condenar um animalejo qualquer

E o condenaram!...

Mas cabe à humanidade indagar:

- Por que não libertar um homem condenado

A abastar-se de Deus?

 

Por Benny Franklin

4/7/2006

SENTENÇAS DE VIDA E MORTE!

SENTENÇAS DE VIDA E MORTE!

 

"Quem não vive para servir, não serve para viver..."

Padre Ramos - Portugal

 

"Hoje é um belo dia para morrer!...".

Assim falou resignadamente um condenado à morte

Instante antes de ser executado por injeção letal,

Numa cadeia americana...

Mas será que todo dia é dia de morrer sentenciado?

Bem, com calma, discorrerei sobre dois tipos de sentenças:

Sentenças de vida e sentenças de morte.

Logo de prima, lhes falarei sobre dois tipos de sentenças de vida:

De um lado

, temos a sentença de vida do conhecimento:

O mundo, o saber do mundo, a ordem neste mundo,

O conceito de família, da sociedade, da cultura e da moral,

Da hierarquia dos ideais,

Mudam sempre na história da humanidade.

Mas no fundo o que não muda nunca

É o destino de Caím no homem.

Os corações dos poderosos, na maioria das vezes,

São levados inconscientemente

Pelas pulsões de suas maldades e injustiças.

Não realizam escolhas de fato, estabelecendo um padrão:

Com a gente é assim, com a gente é sempre desse jeito.

D’outro lado, temos a sentença de vida do sentimento:

Os corações dos poderosos

Vencem os aspectos das compulsões.

Conseguem estabelecer os significados de suas vidas

E escolhem livremente os caminhos que o levarão

A atingir as suas metas:

Dizimar diariamente o sonho dos justos.

Sendo assim, esse sonho cruel,

Coloca-se de forma adulta

Diante das situações de agressão

Aos corações dos pequeninos.

Dessa maneira, diante do inacreditável,

Eles buscam as soluções de seus problemas

E viabilizam a implantação de suas escolhas,

Sempre baseadas na autoflagelação dos corações alheios.

Agora, lhes falarei sobre dois tipos de sentença de morte:

De um lado

, temos a sentença de morte da felicidade:

O provimento da felicidade humana aumenta muito,

Na medida em que as pessoas, mas delicadas...

Ficam em liberdade irrestritas para se dedicarem às tarefas

Adequadas a variadas disposições humanas...

E o delicado aspecto do viver deduz que a lei da vida

Que auxilia os famintos tende a destruir a harmonia

E a beleza, a simetria e a ordem do sistema perfeito...

Que Deus e a natureza estabeleceram para o mundo.

Não me cabe duvidar que, se a "justiça humana",

Tivesse se defrontado como o dilema da criação:

Por conta de quê deveríamos ser autores de nosso próprio destino

Ou por medida de quê deveríamos nos contentar

Com sermos os profetas desse destino?

E por qual carga d’água ela teria decidido ser a autora

E não meramente o espetáculo.

D’outro lado

, temos a sentença de morte da razão:

A razão não pode desempenhar papel algum

Na criação de um mundo mais razoável.

Se um agitador social ou revolucionário acredita

Que sua inspiração é o ódio à injustiça

E o amor à justiça, então ele é em grande parte,

Vítima da ilusão,

Como qualquer outra pessoa, por exemplo,

Os apologistas da velha ordem.

Dessa forma,

Se o homem e seus objetivos são num certo sentido,

Produto da sociedade é bem verdade.

Mas também é verdade

Que a sociedade é produto do homem

E de seus objetivos e que pode sê-lo ainda em maior medida.

Existe uma tendência cada vez mais forte no sentido

De tornar conscientes os fatores pelos quais temos sido

Governados inconscientemente até agora...

Aqueles que temem que nosso conhecimento cada vez maior

Dos fatores determinantes de livre-arbítrio

Possa paralisar nossas decisões

E ameaçar a liberdade de pensamento - podem ficar descansados.

Só é verdadeiramente determinado àquele que não conhece os fatores

Determinantes mais essenciais, mas age de forma imediata;

Sob a pressão de determinações que crê, até então, desconhecidas.

A liberdade é o reconhecimento da necessidade.

Não sendo assim, as infelicidades e as incertezas,

Tornam-se sentenças de vida e morte!

 

Por Benny Franklin

8/12/2005

OH DEUS! QUANDO ROLARÁ OUTRA LÁGRIMA?

 

OH DEUS! QUANDO ROLARÁ OUTRA LÁGRIMA?

A padre Ramos, Portugal. Dedico.

 

Oh Deus

Por onde andarás que não te achamos;

Quando em estado de súbita desventura

Suplicamos a tua justiça?

Por onde vagas que não te vemos;

Quando em corpo esfaimado de dúvidas

Lutamos contra o mau tempo?

Vede quanto a terra sofre

E vede também, o quanto é triste ver o homem

Padecer de frio, dor, fome e solidão!

Por que meu Deus,

Nós nascemos criaturas cegas;

Já que, nem sequer podemos a tua face desvendar,

E muito menos morrermos imersos em lânguida ilusão?

Por que meu Deus, guerras são criadas;

E endemias são autorizadas a destruir

As nossas vidas e a esconder os crime de nossas mãos?

É o caso de perguntar-te:

Não seria ideal, meu Deus,

Que o homem vivesse num circo de felicidade

E não num pântano de incontidas lágrimas de desigualdades?

Dizei-nos enfim,

Quando chegará o dia em que a terra e o homem viverão

Sob bodas de eterna afeição?

Nós sabemos e vós que é Deus também sabeis que,

A Onisciência vem de ti, e não nos pertence!

Que a Onipresença está em ti, e não nos pertence!

Que a Onipotência cabe em ti, e não nos pertence!

Existirá fome de guerras, fome de terras,

Terras sem guerras, sem fomes, e beija-flores sem codinomes?

Quem meu Deus, impiedosamente,

Nos impôs tal desvelo que é morrer para viver-se no lodo da fome

Que se agiganta no ávido coração da terra,

Alimenta-se do cerne da ganância

E se apaixona pela dor de quem sofre o desprezo da vida,

Impedindo-nos da livre mansidão?

Oh meu Deus, existem guerras e cabem fomes,

Existem santos e sobram homens,

Mas o quê nos virá depois que a nuvens escuras

Baixarem fogo e espada sob o traseiro da terra?

Quem virá desprender-nos dos laços do passarinheiro?

Quem virá desligar-nos dos tubos da ignorância?

Quem virá proteger-nos da chuva da prepotência

O quê nos caberá depois que a vida acabar com as tsunamis,

Com os terremotos, maremotos, fomes diárias, proliferação da Aids,

Com a vida de milhões de miseráveis?

Não seria o sofrimento uma fria utopia que os poetas

Desdizendo da fome - o inventaram?

Não seria o sofrimento um triste galardão que os santos

Desdizendo das dores – o inventaram?

Não seria o sofrimento um ávido brocardo que os anjos

Desdizendo da vida – o inventaram?

Por que na terra o homem sofre,

Se a ele é reservada nos altos céus a chave da mansão dos ricos?

Seria a riqueza uma certeza comestível

Ou um alimento temporal?

Seria a miséria uma vibração inteligível

Ou uma consagração irreal?

Dizei-nos enfim,

Quando chegará o dia em que a fome e o homem viverão

Sob núpcias de eterna paixão?

Nós sabemos e vós que é Deus também sabeis que,

A compaixão vem de ti, e não nos pertence!

Que a misericórdia está em ti, e não nos pertence!

Que o perdão cabe em ti, e não nos pertence!

Assim sendo, meus Deus,

Aonde erramos – se é que erramos?

Mas, se ainda continuamos errando,

Então perdoai-nos, alimentai os bolsões famintos,

Derrotai guerras, dores e injustiças;

Ponde o amor no coração do novo homem.

Pois, se não me falha a memória,

Derramaste uma lágrima no filme de Mel Gibson,

E cabe, por fim, perguntar-te:

OH DEUS,

QUANDO ROLARÁ OUTRA LÁGRIMA?

 

Por Benny Franklin

 

Pe. Ramos

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Gosto muito dos meus amigos.
Sou bastante introvertidoe muito misterioso. De poucas falas mas atento a tudo. Gosto de ser útil ao próximo. Detesto a mentira. "E PLURIBUS UNUM"
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